Poesias

JOSÉ


E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, Você?
Você que é sem nome,
que zomba dos outros,
Você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio, - e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse,
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja do galope,
você marcha, José!
José, para onde?

Carlos Drimmond de Andrade

 

NÃO DEIXE O AMOR PASSAR

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.
Se os olhares se cruzarem e, neste momento,houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.
Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.
Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.

Por isso, preste atenção nos sinais - não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.

 

Carlos Drimmond de Andrade

 

As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

 

Carlos Drimmond de Andrade

 

DESEJOS

Desejo a vocês...
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho.
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa
Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

 

Carlos Drimmond de Andrade

 

Cortar o tempo

Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente.

 

Carlos Drimmond de Andrade

 

A UM AUSENTE

Tenho razão de sentir saudade,
tenho razão de te acusar.
Houve um pacto implícito que rompeste
e sem te despedires foste embora.
Detonaste o pacto.
Detonaste a vida geral, a comum aquiescência
de viver e explorar os rumos de obscuridade
sem prazo sem consulta sem provocação
até o limite das folhas caídas na hora de cair.

Antecipaste a hora.
Teu ponteiro enlouqueceu, enlouquecendo nossas horas.
Que poderias ter feito de mais grave
do que o ato sem continuação, o ato em si,
o ato que não ousamos nem sabemos ousar
porque depois dele não há nada?

Tenho razão para sentir saudade de ti,
de nossa convivência em falas camaradas,
simples apertar de mãos, nem isso, voz
modulando sílabas conhecidas e banais
que eram sempre certeza e segurança.

Sim, tenho saudades.
Sim, acuso-te porque fizeste
o não previsto nas leis da amizade e da natureza
nem nos deixaste sequer o direito de indagar
porque o fizeste, porque te foste

 

Carlos Drimmond de Andrade

 

 

Satânico é meu pensamento a teu respeito, e ardente é o meu desejo de apertar-te em minha mão, numa sede de vingança incontestável pelo que me fizeste ontem. A noite era quente e calma, e eu estava em minha cama, quando, sorrateiramente, te aproximaste. Encostaste o teu corpo sem roupa no meu corpo nu, sem o mínimo pudor! Percebendo minha aparente indiferença,aconchegaste-te a mim e mordeste-me sem escrúpulos.
Até nos mais íntimos lugares. Eu adormeci.
Hoje quando acordei, procurei-te numa ânsia ardente, mas em vão.
Deixaste em meu corpo e no lençol provas irrefutáveis do que entre nós ocorreu durante a noite.
Esta noite recolho-me mais cedo, para na mesma cama, te esperar. Quando chegares, quero te agarrar com avidez e força. Quero te apertar com todas as forças de minhas mãos. Só descansarei quando vir sair o sangue quente do seu corpo.
Só assim, livrar-me-ei de ti, pernilongo Filho da Puta!!!!

Carlos Drimmond de Andrade

 

A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos,na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável. O sofrimento é opcional.

 

Carlos Drimmond de Andrade

 

AUSÊNCIA

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

 

Carlos Drimmond de Andrade

 

 

Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão

Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.

 

Carlos Drimmond de Andrade

 

 

Para Sempre

Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.

Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

 

 Carlos Drimmond de Andrade

 

 

Falar é completamente fácil,
quando se têm palavras em mente
que expressem sua opinião.

Difícil é expressar por gestos e atitudes
o que realmente queremos dizer,
o quanto queremos dizer,
antes que a pessoa se vá.

 

Carlos Drimmond de Andrade

 

Ao Amor Antigo


O amor antigo vive de si mesmo,
não de cultivo alheio ou de presença.
Nada exige nem pede. Nada espera,
mas do destino vão nega a sentença.

O amor antigo tem raízes fundas,
feitas de sofrimento e de beleza.
Por aquelas mergulha no infinito,
e por estas suplanta a natureza.

Se em toda parte o tempo desmorona
aquilo que foi grande e deslumbrante,
a antigo amor, porém, nunca fenece
e a cada dia surge mais amante.

Mais ardente, mas pobre de esperança.
Mais triste? Não. Ele venceu a dor,
e resplandece no seu canto obscuro,
tanto mais velho quanto mais amor.

 

Carlos Drimmond de Andrade

 

Inconfesso Desejo

Queria ter coragem
Para falar deste segredo
Queria poder declarar ao mundo
Este amor
Não me falta vontade
Não me falta desejo
Você é minha vontade
Meu maior desejo
Queria poder gritar
Esta loucura saudável
Que é estar em teus braços
Perdido pelos teus beijos
Sentindo-me louco de desejo
Queria recitar versos
Cantar aos quatros ventos
As palavras que brotam
Você é a inspiração
Minha motivação
Queria falar dos sonhos
Dizer os meus secretos desejos
Que é largar tudo
Para viver com você
Este inconfesso desejo

 

Carlos Drimmond de Andrade

 

Quero


Quero que todos os dias do ano
todos os dias da vida
de meia em meia hora
de 5 em 5 minutos
me digas: Eu te amo.

Ouvindo-te dizer: Eu te amo,
creio, no momento, que sou amado.
No momento anterior
e no seguinte,
como sabê-lo?

Quero que me repitas até a exaustão
que me amas que me amas que me amas.
Do contrário evapora-se a amação
pois ao não dizer: Eu te amo,
desmentes
apagas
teu amor por mim.

Exijo de ti o perene comunicado.
Não exijo senão isto,
isto sempre, isto cada vez mais.
Quero ser amado por e em tua palavra
nem sei de outra maneira a não ser esta
de reconhecer o dom amoroso,
a perfeita maneira de saber-se amado:
amor na raiz da palavra
e na sua emissão,
amor
saltando da língua nacional,
amor
feito som
vibração espacial.

No momento em que não me dizes:
Eu te amo,
inexoravelmente sei
que deixaste de amar-me,
que nunca me amastes antes.

Se não me disseres urgente repetido
Eu te amoamoamoamoamo,
verdade fulminante que acabas de desentranhar,
eu me precipito no caos,
essa coleção de objetos de não-amor.

 

Carlos Drimmond de Andrade

 

Amor é bicho instruído
Olha: o amor pulou o muro
o amor subiu na árvore
em tempo de se estrepar.
Pronto, o amor se estrepou.
Daqui estou vendo o sangue
que escorre do corpo andrógino.
Essa ferida, meu bem
às vezes não sara nunca
às vezes sara amanhã.

 

Carlos Drimmond de Andrade

 

RECEITA DE ANO NOVO

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

 

Carlos Drimmond de Andrade

 

 

Se procurar bem você acaba encontrando.
Não a explicação (duvidosa) da vida,
Mas a poesia (inexplicável) da vida.

 

Carlos Drimmond de Andrade

 

Os Ombros Suportam o Mundo

Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

 

Carlos Drimmond de Andrade

 

 

No meio do caminho

No meio do caminho tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
tinha uma pedra
no meio do caminho tinha uma pedra.

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha uma pedra
tinha uma pedra no meio do caminho
no meio do caminho tinha uma pedra

 

Carlos Drummond de Andrade

 

 

 

Oque seus olhos refletem

 

 

Como esquecer de alguém
Que mesmo por pouco tempo
Despertou sentimento, por mais que tento
Não consigo esquecer de você

Lembrança remota, mas próxima
Agora mais próxima
Do que só imaginar, considerar
Estou a  sonhar em te ver

Sonhar em te encontrar de novo
Quem sabe, acaso da vida
Que cria seus acasos de propósito
De forma fluída, desapercebida
Quase natural

Não importa a circunstância
A latência da ânsia de te ver
Já me faz acreditar que você
Está mais perto de mim a cada dia

 Pelo teu perdão

 

Perdoa, Te diria, se a voz me permitisse

Diz-me o que fazer para teu perdão conseguir

Se queres, ajoelho aos teus pés e sem orgulho

Te farei bem mais do que possas me pedir

 

E se ainda for pouco os muitos e os tantos

E se te contenta perdoar-me pelos prantos

Se por copiosos me faltarem, terás meu sangue

E ainda, como lágrimas, terás triste o meu canto

 

Que queres que te diga? Que te faça? Diz agora

Que este agora farei, se quiseres, para sempre

E atento estarei por toda vida a contentar-te

Que ti farei de oração sempre pronto a rezar-te

 

Se ainda o que pedires ti for pouco a perdoar-me

Te imploro que imagines o que mais possas querer

Por impossível que pareça, jamais me trará rancor

Se pedires meu coração, se te contenta, eu te dou

 

Se me fechares os olhos por tamanha perda vital

Ainda assim, paga-o com carinho e nele presta atenção

Que com certeza logo hás de me dar o teu perdão

Ao vê-lo tão contente, saltitando alegre em tua mão

 

A PORTA

 

Poesia A porta

Olha, não chora, não molha o rosto,

Rei morto, rei posto.

O desgosto é nada. Estás magoada, coitada...

Olha, tudo passa: a dor, a chalaça e até a desgraça.

Teu amigo é o espelho e o vestido vermelho que envelhece

Mas te aquece e te conhece.

Olha desperta, está aberta a porta,

E que importa se a porta é torta, se por ela se vai e volta?

O que importa é a porta mesmo que torta.

Olha,vai, vive a vida e não duvida

Pois pra tudo tem saída.

A coragem que impulsiona funciona.

O medo se afasta no querer caminhar e no aprender

Que, para viver é preciso saber ganhar e perder.

 

Jardim do Amor

 

Abra seus olhos meu amor!
Nosso  jardim nos espera
No silêncio das orquídeas
E nos delírios das rosas...
Sinta a suavidade das águas
E dos meus olhos beba o infinito do meu amor
Na penumbra dessas árvores
Não tenha medo
Apenas procure meus lábios
E eles te darão a delicadeza das asas de uma borboleta
A luz do luar ilumina os traços de seu rosto
Facilitando o tocar de minhas mãos
Nossas rosas sussuram
Os segredos e encantos do amor eterno
Ouça meu amor...
E me digas lentamente
O nosso futuro...
E todas as flores que nos rodeiam
Se tornam confidentes
Do mais puro amor
Oh! bélissimo jardim
Que abriga os apaixonados
Nos deixe permanecer
Até os primeiros murmúrios do amanhecer te tocarem...
Deites me amor!

 

Doce encanto

Doce encanto é tua imagem em meu pensar

Quando me vens sem que eu peça, sem esperar

Tão forte é tua presença ainda dentro de mim

Que penso ser verdade e me ponho a te chamar


Grito teu nome ao mundo como oração que aprendi

Até o vento, teu perfume, e por inveja, nele se vestiu

E passa orgulhoso entre ruas provocando nos jardins

Rosas e jasmins dizendo: Perfume assim nunca existiu


Nessa hora minha alma se alvoroça em tristes prantos

Soluça suas dores como se fossem tristes cantos

E ao vento tenta abraçar lhe contando os desencantos


Nesse momento me sinto apenas um pobre  coração

Indo ao tempo procurando todos os momentos que vivi

E voltando sobre as lágrimas pelo tudo que perdi.

 

A morte nos ama

 

Descobri que o platônico amor da morte por nós
É real
Parecia tão distante
Mas não obstante
Aproximou-se e foi fatal

Pensei que só acontecia ao longe
Coisa de igreja, padre e monge
Pra mim a eternidade
Eterna mocidade

Mas eis que com seu beijo de amor fatal
A morte me trás de volta a vida
A realidade que precisa ser vivida
Alguém próximo ela levou, casou

Descobri então
Que também sou por ela amado
Todos somos e com ela seremos casados
Pois seu amor não aceita um não

Sinto apenas sem saber se tenho razão
Precisamos viver tudo que há para ser vivido
Ser solteiro e bem resolvido
Pois está sempre próximo o dia da união
A única eterna união!

 

Ponto, Vrgula e Exclamação

 

Quando deveras....
Vier a assoprar do Sul
Os ventos chuvosos do coração,
Esteja preparada!
E discirna o que tarda em vir...

Importa porem, formosa guria
Que estejas no lugar certo!
E com o mesmo fortificado
Pois tormentas sempre hão de nos
Sobrevoar, lentamente...

Ponto, virgula, exclamação,
Excluir, cancelar, salvar,
Entretanto....

Corvos sempre sobrevoam plantações ao ocidente!!!

Por isso que......
Peço diariamente à papai do céu
Para dar -te tudo que fizer -te -a feliz !

Pois...
Quem sabe um dia será você
Que trará este tesouro
Que já é meu...

No jardim do teu sonhar
Recreio o meu coração...
Se você não consegue ver
Saiba,

Estou aqui!!!

Queria acordar de manhã ao som de tua voz
Sentir o calor do teu corpo
Ser o seu protetor....

Para que quando do Sul, ele se manifestar
Pois..... não se engane!
Ele haverá de vir!!!

Então viria eu!!!
O mais rápido possível...
E....
Pôr -lo -i -a de encontro ao meu peito
E te proporcionaria afagos carinhosos.....

E se bastante isso não for,
Formosa guria !

Talvez...
Um auto sacrifício!

(Ao qual nós dois sabemos)

Para que!!!
Só assim de vez....

Haverá a possibilidade,
De afastar do Sul
Os ventos chuvosos
Do coração.


 

Amo como ama o amor. Não conheço nenhuma outra razão para amar senão amar. Que queres que te diga, além de que te amo, se o que quero dizer-te é que te amo?

 

Fernando Pessoa

 

O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formámos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o príncipio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.

 

Fernando Pessoa

 


Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência, não pensar...

 

Fernando Pessoa

 

O Amor

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar..

 

Fernando Pessoa

 

Amar é cansar-se de estar só: é uma covardia portanto, e uma traição a nós próprios

(importa soberanamente que não amemos).

 

Fernando Pessoa

 

Quero tudo novo de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais.
Viajar até cansar. Quero sair pelo mundo. Quero fins de semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais. Quero ver mais filmes e comer mais pipoca, ler mais. Sair mais. Quero um trabalho novo. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto. Quero morar sozinha, quero ter momentos de paz. Quero dançar mais. Comer mais brigadeiro de panela, acordar mais cedo e economizar mais. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Pensar mais e pensar menos. Andar mais de bicicleta. Ir mais vezes ao parque. Quero ser feliz, quero sossego, quero outra tatuagem. Quero me olhar mais. Cortar mais os cabelos. Tomar mais sol e mais banho de chuva. Preciso me concentrar mais, delirar mais.
Não quero esperar mais, quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais. Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para frente e só o necessário para trás. Quero olhar nos olhos do que fez sofrer e sorrir e abraçar, sem mágoa. Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa. Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero aceitar menos, indagar mais, ousar mais. Experimentar mais. Quero menos “mas”. Quero não sentir tanta saudade. Quero mais e tudo o mais.
“E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha".

 

Fernando Pessoa

 

Se perder um amor... não se perca!
Se o achar... segure-o!
Circunda-te de rosas, ama, bebe e cala.
O mais... é nada.

Fernando Pessoa

 

O Amor, Quando Se Revela


O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar pra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente…
Cala: parece esquecer…

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar…

 

Fernando Pessoa

 

O AMOR, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há-de dizer.
Fala: parece que mente...
Cala: parece esquecer...

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
P'ra saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe,
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...

 

Fernando Pessoa

 

Eu não sei senão amar-te,
Nasci para te querer.
Ó quem me dera beijar-te,
E beijar-te até morrer.

 

Fernando Pessoa

 

Eu amo tudo o que foi
Tudo o que já não é
A dor que já não me dói
A antiga e errônea fé
O ontem que a dor deixou
O que deixou alegria
Só porque foi, e voou
E hoje é já outro dia.

 

Fernando Pessoa

 

Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...

Eu não tenho filosofia; tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar...

 

Fernando Pessoa

 

Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos. Isso é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa.

 

Fernando Pessoa

 

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperanças nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros. É agradecer a Deus a cada minuto pelo milagre da vida.

 

Fernando Pessoa

 

Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe porque ama, nem o que é amar
Amar é a eterna inocência,
E a única inocência, não pensar...

 

Fernando Pessoa

 

Já não me importo

Já não me importo
Até com o que amo ou creio amar.
Sou um navio que chegou a um porto
E cujo movimento é ali estar.

Nada me resta
Do que quis ou achei.
Cheguei da festa
Como fui para lá ou ainda irei

Indiferente
A quem sou ou suponho que mal sou,

Fito a gente
Que me rodeia e sempre rodeou,

Com um olhar
Que, sem o poder ver,
Sei que é sem ar
De olhar a valer.

E só me não cansa
O que a brisa me traz
De súbita mudança
No que nada me faz.

 

Fernando Pessoa

 

O amor, quando se revela...

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...

 

Fernando Pessoa

 

Dorme sobre meu seio,
Sem mágoa nem amor...
No teu olhar eu leio
O íntimo torpor
De quem conhece o nada-ser
De vida e gozo e dor.

 

Fernando Pessoa

 

O Amor

O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de *dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pr'a saber que a estão a amar!

Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar..

 

Fernando Pessoa

 

A COR DOS MEUS SENTIMENTOS

Eu sei ,não tem cor nossos sentimentos,
todos eles,são invisivéis como os ventos,
só percebemos, mas não vemos uma saudade.
Em nossos interiores, somente sentimos,
sei que jamais veremos e nunca vimos
qual e a cor de uma felicidade.

Mas se tivesse, da alegria, qual a cor?
Sei, que a mais bela de todas, seria do amor,
e teriámos também as cores da escuridão.
Não seria tudo tão colorido e perfumado,
e com isso, já estou bem acostumado,
conhece essa e outras cores, meu coração.

Mas todas elas, seriam bem recebidas,
as cores mortas, e também as coloridas,
eu cuidaria de repintar até a incolor.
De todas, mesmo as que tem pouca beleza,
ou as que nos mostram só a tristeza,
sem dúvida, seria eu, o mais famoso pintor.

A da tranquilidade, branca como o giz,
e a cor de rosa, que mostra alguém feliz,
e qual seria, a cor de uma lembrança?
Mas, não poderia exercer essa profissão,
só pintaria as cores de uma recordação,
por que já esqueci, qual a cor da esperança.

 

A CASINHA DA ALDEIA


A fumaça sobe, transparente e suave...
É estranho, ninguém tem a chave,
lobisomem? Hoje é noite de lua cheia...
E minha curiosodade cresce mais ainda,
ao olhar minha cabana, que está linda,
e está aberta, a casa mais bonita da aldeia...

Está aumentando as batidas do meu coração,
alguém acendeu, está aceso meu fogão,
da cabana, que fica sozinha e deserta...
Será que alguém, para aqui retornou?
E mais que certo, pois sonhando não estou,
olhando de longe, vejo que a porta está aberta.

Minha cabana, que nenhum vizinho tem,
mas hoje, lá dentro, estou vendo alguém,
parece que ouço, notas do meu violão...
Cabana, que no mato está sempre quieta,
que tem como único habitante, esse poeta,
hoje mostra alegria, com essa canção.

Feita de tábuas, pobrezinha e tão singela,
tornou se agora linda, pois vejo na janela,
um rosto, alguém apanhando uma flor...
Terno momento, de encanto e de magia,
veja na cabana, a casa da minha fantasia,
sorrindo pra mim, revejo o meu amor...

 

A DANÇARINA

O parque levou a artista
a bela, dançarina passista,
que conquistou meu coração.
E hoje, nessa roda gigante
eu a transformo em mirante,
olhando naquela direção.

O centro da minha saudade
já esta em outra cidade,
no seu parque de diversão.
Então sozinho, trocando idéia
deve ter uma outra platéia,
admirando a minha paixão.

Amor que tão rápido nasceu
com sua partida, não morreu
ainda é luz na escuridão.
Que ilumina a imagem dela
como a claridade de uma vela,
na minha noite de solidão.

 

A DOR DE UMA SAUDADE


Como um verdejante ramo de oliveira,
foi na minha vida, a mais bela forasteira,
que foi um oásis, num ardente agreste...
Que deixou minha alma em conflito,
onde na noite, se perdia o meu grito,
em fechadas matas de cipreste.

Onde o amor nasceu, numa escala tão larga,
onde foi dificil, suportar tamanha carga,
que trouxe-me calor, num rigoroso inverno.
Amor, que nasceu com uma força colossal,
que dominou me, com um toque tão natural,
que pareceu me, ser um sentimento eterno.

Senti preso, como numa arena da antiga Roma,
mas, ao sentir, que podia entrar em coma
tentei me livrar, dessa garra tão infernal.
Depois de longos tempos,sem ver a lua cheia,
devagarinho, aos poucos me clareia,
por que busquei ajuda ,numa catedral.

Consegui fugir daquele mundo perdido,
do qual, várias vezes ví-me vencido,
mas ela, numa tarde, esse lugar deixou...
Embora o meu mundo ficou tão incerto,
consegui, florir aquele meu deserto
por que ela mesma, esse amor levou...

 

A MAIS BELA


Mas por que, por que    fui amar?
A mais bela, fui procurar
e a mais bela, não me amou.
Na mais bela poetisa, não encontrei
o amor, que sempre procurei,
e por isso, sofrendo aqui estou...

Por que ela? Podia ser outra também,
mas, não gostei de mais ninguém,
era somente ela, que eu queria...
Aquilo que tanto procuro,
vi em seu olhar tão puro,
em suas rimas, em sua poesia...

Por que outra não poderia ser?
Uma, que pudesse me compreender,
e com carinho...Me amasse...
Que não me trousesse essa dor,
que para me enviar o seu amor
meu nome, com o dela rimasse...

Mas somente eu seu olhar achei,
aquela, que um dia tanto sonhei,
entre tantas, foi a minha predileta.
Mas agora, sinto-me tão sozinho,
sem seu amor, sem seu carinho,
por ela sofre, o coração desse poeta...

 

A MOÇA DO RECANTO

No recanto da minha saudade
guardo o retrato da felicidade
que a muito tempo extinguiu.

Sentimento que a tanto tempo dura
mas ainda mora com ela a ternura
de um tempo, que não existiu...

Essa história de mim e dela
se resume a encontros na favela
era meu amigo, seu irmão.

Foi aos poucos, bem devagarinho
que á fui amando ,com tanto carinho
mas ficou em segredo, aquela paixão...

Coisas que acontece nessa vida
ela foi vítima, de bala perdida
o que deu início a minha dor.

Depois que isso    aconteceu
todo o meu sonho morreu
e não te declarei, o meu amor...

Converso com ela, no dia a dia
falo com a sua fotografia
tentando, espantar a solidão.

Que se recusa a ir embora
pois comigo a tanto tempo mora
o seu endereço, é meu coração...

 


A NOITE DOS NAMORADOS


Nesse baile dos sonhos dourados
que será, a noite dos namorados,
nada poderá ficar para depois.
Poderemos realizar nossa fantasia,
poderemos sonhar com uma poesia,
tocarão uma valsa para nós dois.

Quero adormecer num lindo sonho
ao te beijar, ouvindo Francisco Petronio
com seu vinho verde, estarei no céu.
Não quero despertar num longo beijo,
nem com os lindos sons de um realejo
quando para nós dois cantar, Carlos Gardel.

Não vou querer pensar num amanhã,
fingiremos que somos, a Sininho e Peter Pan,
numa ilha toda banhada por cores.
Onde, numa brancura como um lençol
vamos receber uma homenagem do sol,
que nos lançará, pétalas de amores.

Em nossa noite, estrelas enfeitadas
para colorir, as palavras    sussuradas,
e anjinhos, cantando em coral.
Onde a felicidade não será somente sua,
pois teremos que dividir com a lua
que me inspirou, esse lindo ritual.

 

A NOIVA

DAQUELE MOMENTO A MAGIA
NÃO ESQUECERÁ DAQUELE DIA
NA FRENTE DE JESUS CRISTO,
TRAZENDO NO PEITO UMA FLOR
DISSE O SIM COM MUITO AMOR
LEMBRARÁ,QUE AINDA EXISTO.

NÃO SUPORTANDO O MEU LADO
DANDO POR TUDO TERMINADO
QUERENDO NOVA VIDA VIVER,
EM SEU CORAÇÃO QUE PADECE
PODE ATE PENSAR QUE ESQUECE
COISAS QUE NÃO PODE ESQUECER.

MÁGICO MOMENTO DO PASSADO
ESTA EM SEU CORAÇÃO GRAVADO
NÃO FUGIRÁS DA REALIDADE,
ALGUM DIA EM SEU CAMINHO
QUANDO PISAR EM ESPINHO
VAI TE DOER ESSA SAUDADE.

LEMBRARÁ POR TODA A VIDA
QUANDO ENTÃO NOIVA VESTIDA
CAMINHANDO PARA O ALTAR,
OLHANDO SEU PASSO TÃO LENTO
COM OS OLHOS NO FIRMAMENTO
ERA TÃO SERENO SEU OLHAR.

ME ENSINARAM DESDE MENINO
QUE NÃO PODE MUDAR O DESTINO
QUANDO SE TRATA DE ILUSÃO,
VOCE QUE APAGOU MINHA LUZ
VOCE QUE MENTIU PARA JESUS
VOCE DESTRUIU MEU CORAÇÃO.

MINHA ALMA NÃO TE IMPLORA
ESTA DEIXANDO QUE VAI EMBORA
SO SÃO PALAVRAS PARA LEMBRAR,
POIS TUDO O POSSIVEL FIZ
TUDO PARA QUE SENTISSE FELIZ
COMO NO DIA QUE FOI CASAR.

 

A PALAVRA AMOR

Onde existe essa palavra amor
sempre acompanha a palavra dor,
e quase sempre a de adeus.
Nós sabemos que a felicidade
deve ser amiga da tal saudade,
desde os tempos dos filisteus.

E não e só com ela essa loucura
outro exemplo e a ternura,
e outras que não tenho na memória.
Pois esse tão nobre sentimento
parece que usa o sofrimento,
para completar uma história.

Vai se juntando com a lembrança
onde entra também a    esperança,
para o centro principal, nosso coração.
Um mal que não existe    soro
mas a natureza, nos deu o choro,
remédio lá dos tempos de Adão.

Sabendo que não fica pra semente
o homem continua insistente,
e continua procurando amar.
Ganhando ou mesmo se desiludindo
geração após geração, vai seguindo,
para a nossa vida continuar.

 

A PALAVRA ESQUECER

Numa noite, numa noite de boemia
ao ficar olhando a minha mesa vazia,
bem devagar se aproximou de mim,
uma mulher bela, jovem e formosa,
exibia em seus cabelos uma rosa,
disse-me-Nunca te ví tão triste assim...

-Sinto em seu olhar uma solidão,
não e mais o nosso ás do violão,
não vejo mais um nome no seu chapéu...
Respondi -Só para relembrar aqui estou,
do meu mundo boêmio, nada mais restou,
aquele nome? Esta morando no céu...

-Muito logo, terá outra em seu lugar,
verá que outra estrela vai brilhar,
vai esquecer, quem para junto de Deus voou...
-Não, ela não sera jamais esquecida,
levou com ela, a alegria da minha vida,
a palavra esquecer, para o céu ela levou...

 

A POETISA DO RIO DE JANEIRO

Sabe, amigos, eu vivo só,vivo sozinho
e não tenho tempo para procurar carinho,
parece um resto de vida, tudo que me restou.
Embora vivendo nesse mundo solitário,
nunca fui procurar num dicionário
palavras que indicam, por que tão só estou.

Quantas vezes, em meio as madrugadas
acordo e fico relembrando, épocas passadas
me invade uma solidão, não sei o que faço.
No meio de noites, que parece não ter fim,
sinto doendo a saudade dentro de mim,
sinto, meus amigos, a falta de um abraço.

Nesses momentos de angústia e solidão,
encho de carinhos, meu pequenino cão,
único amigo, que esquenta o meu leito.
Lembro um ex amor, que mora distante
e nas noites, sua saudade se torna gigante
que chega a doer, dentro do meu peito.

Pertence a ela, a lembrança que me encurrala,
tambem e sua, essa saudade que embala,
por causa dela, hoje sou um prisioneiro.
Deve ter jogado fora, o número do meu telefone
ela não sabe, mas tenho dela na mente um clone,
dessa musa, da poetisa,la do Rio de Janeiro.

 

A SUA FLOR

Aquela igrejinha estranha
bem no alto da montanha
mexeu com minha curiosidade.
Toda pintada de amarela
não tinha porta nem janela
tinha escrita a palavra saudade.

Num lugar distante e deserto
quem construiu e muito certo
que deixou ali uma recordação.
Talvez , se tratasse de um jazigo
e cheguei a pensar comigo
que ali morasse um coração.

Com aquela tão viva cor
so podia se tratar de amor
que naquele lugar faleceu.
Se tratasse de uma lembrança
por que não a cor da esperança
em homenagem a quem morreu?

Naquela região tão quieta
quem fez aquilo foi um poeta
fechando com ela a sua dor.
E nunca mais ali voltou
de seu jardim nada restou
morreu de saudade, a sua flor.

 

A VIDA ESCREVEU

Dizer te em silêncio, aqui venho,
que um coração que sofre, tenho aqui,
sabe, que gravado em meu cérebro tenho,
esse antigo amor, que ainda não esqueci.

Não foi na minha vida uma forasteira,
por que continua viva em meu coração,
mas não podia te perdoar, a vida inteira,
sentia muito ciumes, sempre sem ter razão.

O que te fiz, não foi nenhum pecado,
e que não queria mais te ofender,
então preferi te deixar no passado,
para não atrapalhar mais seu viver.

Deve ter apagado minhas fotografias
fui só uma nevóa que no ar dissolveu,
mas sei, nos lembraremos em poesias,
que a vida, para nós dois escreveu.

Que não ouve amor, e o que acredita,
para voce, foi tudo uma falsidade,
como uma poesia que não foi escrita,
creia, fui impedido por sua saudade.

 

A VIDA INTEIRA

Dizer que foi um amor do passado
estaria dizendo, algo muito errado,
por que fugir de um fato tão natural?
Falo e penso comigo, com toda sinceridade,
nada perco, dizendo o que é a verdade,
voce é, e continuará, sendo um amor atual.

Voce não sabe, mas sempre te persigo,
para não prejudicar, escondo num abrigo,
já quiz te contar, mas esforcei e me contí.
Sabe, amor, por onde for que sigas,
estará um coração, te enviando cantigas,
para esse amor, que nunca esquecí.

Esse coração, estará sempre me corrigindo,
dirá, que estou para mim mesmo mentindo,
se disser, que estou em fim te esquecendo.
Sabe, amor, jamais da mente sera apagado,
a frase, que em poesias tenho rimado,
que a vida inteira, estarei te querendo.

 

DEUSA DO POETA

Vou cuidar bem da poesia
e minha melhor companhia
ela e amiguinha do trovador.
Como se fosse uma plantação
que nasce adubando o chão
que contém a semente da flor.

Durante a noite ou de dia
ela alimenta a fantasia
transmite carinho e amor.
Sei que é feita de emoção
que tem nascente no coração
e também na voz do cantor.

Uma palavra bonita e sadia
tem por sinônimo a alegria
que sempre rima com calor.
Vou cuidar com dedicação
dessa parceira do violão
que é a deusa do escritor.

Sem ela, nada escreveria
sei que nenhum poema saía
ia sentir falta o leitor.
Mas o poeta faz a união
tendo poesia na sua mão
sem usar a palavra dor.

 

A NOITE DO POETA

E noite, noite muito sombria,
estou ouvindo o barulho do trovão
e entre os sussuros da ventania,
ouço o uivo de um triste cão.

E aqui dentro da minha morada
estou tentando fugir da madrugada
escondendo da solidão...

Vento gelado que o corpo corta,
vento forte que insiste em entrar,
mas não passará pela minha porta
está bem progido o meu lar.

Na única casinha da localidade
só quem entra aqui e uma saudade
que nunca conseguí evitar...

Amanhceu.Manhã tranquila e quieta,
agora e tudo calma, e voltou o calor,
da noite, só lembrança para o poeta
passou o vento, como passa uma dor.

Agora, com céu azul e sol brilhante
nem mais sinal, daquele vento uivante
que tanto pertuba, o sono do trovador.

 

O MAPA DA MINHA SAUDADE

Estou sozinho aqui na lapa
e vejo, olhando para esse mapa,
que estou no sul do estado.
Sinto-me isolado como um monge
talvez, por me sentir tão longe
desse meu amor tão adorado.

Essa saudade, quase irresistível
que todo dia vem, e infalível
esta me fazendo muito sofrer.
Ao ver quilômetros em abundancia
e somar o tamanho dessa distancia
da me uma vontade louca de morrer.

Esse mapa, que e da região sul
que esta mostrando tudo azul
o que não e a cor do meu coração.
Gostaria, que nunca fosse assim
mas, com ela tão longe de mim
a minha cor e a escuridão...

Mapa, com tantas e tantas cidades
voce não me marca as saudades
para quem esta te olhando...
Se voce fosse de um outro país
não me faria, ser assim tão infeliz
e agora...Não estaria chorando...

Voce, deve ser o meu mapa da agonia
onde, nunca mostra-me a alegria
e não adianta mais procurar...
Somente de uma coisa, tenho certeza
voce, e o meu mapa da tristeza
que nunca me mostrou o luar...

Se tão distante de mim ela ficou
e esse meu mapa nunca indicou
essa região da minha dor...
Mas para ela quero enviar
através das ondas do mar
a saudade, o sonho, e o amor...

Mapa, dos ermos da minha vida
não me mostra, a parte tão dolorida
que e onde, ficou minha paixão...
Pois, em sua tela tão estampada
voce, so me mostra a estrada
que me trouxe a solidão...

 

O VALE DOS SONHOS


Olhando esse vale tão verdejante,
me lembro,um passado distante
de um tempo,que minha vida marcou.

A minha saudade não encobre
a tênue fumaça que sobe
na paisagem,que o cérebro gravou.

Foram tempos felizes,na mocidade,
e agora,a recordação que me invade...
Esquecer de tudo...Não tem jeito.

Esse sentimento tão profundo,
que me atira no fim do mundo,
por recordar,um amor desfeito...

Olhar o vale...Que lembrança dolorida,
que me deixa por vezes seguida,
na escola,com seus professores...

Essa saudade,para lá me leva,
e a beleza se transforma em treva,
ao relembrar,antigos amores...

Imagens,que o coração não esqueceu,
de um jardim.que era somente meu,
mas que tudo...Um dia perdi...

Essa paisagem que vejo agora,
de minha memória não foi embora,
por que dela...Nunca esquecí...

 

A AVEZINHA DO AMOR

Todo o meu corpo se agita
minha pobre alma ate grita
com aquela cena de terror....
Senti, um aperto no coração
ao ver ali, caída no chão
a minha avezinha do amor...

Todo dia, ela me visitava
por isso eu tanto a amava
me trazia a alegria e o calor...
Agora...A tristeza aqui me corta,
ao encontra-la aqui na horta
sem vida, o meu querido beija-flor...

Eu que vivo aqui tão sozinho
tanto cuidei desse passarinho
te dando mel,de todo sabor...
Ele era um dos meus amores
por isso,lhe dava tantas flores
esse e o motivo....Dessa minha dor...

Nunca soube,se era ele ou ela
mas sei,que não o verei mais na janela
como, me dizendo-Bom dia senhor...
No meu jardim, sera sepultado
e sera por muito tempo lembrado
essa....Minha avezinha do amor....

 

A BELEZA DA POESIA

Não são só para recitar
são também para refletir,
servem para ler e pensar
ou para chorar e sorrir.

O belo som de uma cachoeira
ou um pássaro a cantar,
como um sabiá laranjeira
ou como um cão a uivar.

Tem tanta versão a poesia
tem a versão sem rimar,
como um amigo, dizendo bom dia
ou até uma ave a piar.

Eu adoro uma melodia
embora não seja rimada,
e o galo com sua cantoria
no meio da madrugada.

Na voz de Nelson Gonçalves
que arrepia o corpo da gente,
ou nas rimas de Castro Alves,
um colírio para minha mente.

 

A CABANA DO POETA

Noite escura e noite tão quieta
ao longe, a imagem da casa do poeta,
com a escuridão não vejo as flores.
Como o vento a noite por aqui não passa,
saindo da chaminé, sobe devagar a fumaça,
sobem como se fosse, pétalas de amores.

Nessa paisagem tão linda e tão suave
ouço o barulho das asas de uma ave,
que está o céu escuro a cortar.
Vai quebrando o silêncio desse campo
onde vejo também, as luzes do pirilampo,
que consegue nessa solidão brilhar.

Nesse céu hoje a lua não brilha
não tem claridade sobre a trilha,
depois que no sertão escureceu.
Mas o vulto das árvores tão belas
parecem querer entrar pelas janelas
para ler, o que o poeta escreveu.

Até parece que a casinha da colina
está com o telhado coberto de purpurina,
de onde sai, suaves notas de um violão.
Na paisagem silenciosa e tão sombria
e certo que está nascendo a poesia
das raizes de uma canção.

Casinha do poeta, junto ao pé da serra
como se fosse um presépio aqui na terra,
que nessa noite, trás vida a localidade.
Lá dentro, a lenha no fogão crepita
para aquecer quem na cabana habita,
que é só o poeta, e sua saudade.

 

CAMPAINHA


Luz, que tão longe brilha
que pisca sempre na escuridão,
vai iluminando minha trilha
pelos caminhos da solidão.

Luz, que está sempre a iluminar
esses infindáveis passos meus,
que não conseguiu se apagar
mesmo quando    disse-me adeus.

Facho de luz, tão colorida
que nas noites muito ilumina,
vai clareando minha vida
parece guiar a minha sina.

Clareia meus passos e caminha
pelas noites sem ir embora,
como se fosse uma campainha
acordando alguém que chora...

 

A CARTA

Meu susto estava na caixinha do correio
correspondência que não queria receber,
tenho dúvida, ainda não decidí se leio
algo me diz para essa carta não ler.

Será melhor deixa-la como está, fechada,
sem mesmo abri-la já me trouxe saudade,
quem me enviou, foi minha ex namorada
sou obrigado a manter essa curiosidade.

Qual seria a mensagem que ela me diz?
Contém acusações, carinhos ou poesias?
Se abri-la posso sentir-me mais infeliz,
seu conteúdo pode estragar os meus dias.

Carta que não devia aqui ter chegado,
tenho receio de ver esse envelope aberto,
essa noite, sei que não dormirei sossegado
por ter uma mensagem dela aqui tão perto.

Pode abalar mais a vida desse sofredor
na dúvida estou decidindo o que vou fazer,
não quero mais tocar na ferida desse amor
aqui não mora ninguém, no correio vou devolver.

 

A CARTOMANTE

Então me disse a cartomante,
-Logo voce terá uma amante
ja de idade,porem muito bela!
Sera muito boa parceira
sera amiga e companheira,
não sei se e Alice ou Marcela.

-Essa sua parte que e vazia,
como caminhão sem carroceria,
sera em muito breve ocupada.
Ela te dedicará muito amor,
vai te passar carinho e calor
em sua solitária madrugada.

-Dela nada recuse e nada descarte,
pois vai te ensinar a arte
ela e uma artista em amar.
Eu não sou uma feiticeira
mas essa previsão e verdadeira,
tenho certeza ao te falar.

Mas a partir daquele instante,
com assunto tão insinuante
o meu olhar cruzou o dela.
E foi como a flor e a rama,
a noite estava em sua cama,
e o seu nome e Izabela.

 

A CASA DE MILENE

Voce sempre me encontrará,
mesmo que a saudade não acene,
toda noite estarei por lá.
Mesmo que a sociedade me condene
da casa,ninguem me afastará...
Enquanto a noite,lentamente vai,
na casa de Milene
e poeta que entra,e poeta que sai...

Na casa de Milene...

E onde anda solta a poesia...
Mesmo,que com ninguem contracene
eu curto sosinho a boemia.
Mesmo que saudade armazene,
mesmo assim frequentaria.
Sempre a procura de um olhar...
Na casa de Milene
sempre e noite de luar...

A casa de Milene...

E minha morada do fim do dia,
lá tenho meu momento solene,
e la que mora minha alegria...
Mesmo que nenhum amor engrene,
mesmo assim la ficaria...
E só lá que consigo sonhar...
Na casa de Milene
mora o murmuro do mar...

Na casa de Milene...

 

A ESSÊNCIA DO AMOR


Mesmo que fosse uma palavrinha singela,
sei, que enfeitaria a minha tela,
uma letra, se transformaria numa flor...
Gostaria, que um só carinho me mandasse,
somente uma gotícula me emprestasse,
da sonhada, essência do seu amor...

O meu olhar, ficaria todo em festa,
se sobesse, que ainda me resta,
somente, um fiozinho de esperança...
Ia te prometer, nunca mais esquece-la,
seria minha lua, seria minha estrela,
seria, minha tão linda lembrança...

Essa minha espera, não terá fim,
sei que um dia, alguém lembrará de mim,
e me enviará, uma palavrinha de carinho...
O meu mundo não será mais tão sombrio,
o meu e-mail, não ficará mais tão vazio,
será a companheira, de quem vive sozinho...

Se alguém ler, esse lamentoso relato,
tem liberdade, para comigo entrar em contato,
para por, um pouco de alegria em meu viver...
Voce notará no ar, toda a minha euforia,
e em troca, te enviarei poesia,
sei que com voce, deixarei de sofrer...

 

A FOTOGRAFIA

Aqui sozinho,revendo fotografia
que em casa voce deixou,
recordando,momentos de um dia
nas fotos,que voce não levou.

Nessa que vejo,voce sorria
a seu lado,tão sério estou,
talvez,prevendo o que viria
esta foto,tão triste ficou.

Tanto registro de alegria
de um tempo,que rápido passou,
como um relâmpago na ventania
somente alguns segundos durou.

Ate parece que eu ja sabia
vejo nas fotos que revelou,
amor,em seu olhar eu não via
talvez por isso,me abandonou.

Querer,mais que te queria
E tudo aquilo não bastou,
tão cheia de carinhos vivia
mas nada,para mim dedicou.

Um tempo que se foi,quem diria
so sua lembrança me restou,
culpo o coração,que por voce morria
culpa dele,que tanto te amou.

 

A ILHA DE FIDEL

Deve ter mais de cem anos
esse governo dos cubanos
vive mais que um tracajá.
Continua bem forte e marrudo
pois esse velho barbudo
tá mais branco que um gambá.

Sempre foi esperto e astuto
comanda a terra do charuto
e sua estrela sempre brilha.
Será Cuba um pedaço do céu?
Por que o camarada Fidel
nunca deixou sua ilha.

Não conheço a nação cubana
nem a sua capital Havana
mas fico analisando aqui sozinho.
Problemas lá deve existir
por que o seu povo vive a fugir
para aquele grande país vizinho.

Seria comparar fanta com crush?
Lá mora o tal de George Bush
que ainta tem bem menas raizes.
O homem e chegado numa guerra
mas e só bem longe de sua terra
arrumando briga em outros paises.

 

A LUA DISSE NÃO


Dúvidas.Escrever o que? Agora não sei,
queria ser mais forte, como o Cassius Clay,
isso mesmo, ser forte como um boxeador...

Uma coisa que nunca entendi, é sobre alpinismo,
precisava saber,sinto me na beira de um abismo,
sou fraco, não sei lutar, contra a força do amor.

Com essa indecisão, que agora me marca
que não decide, em qual    condução embarca,
vejo na frente, uma lancha, e também um navio.

Tantos pensamentos, que estão distorcidos,
restos de sonhos, que foram interrompidos,
que está atirando me, nesse imenso vazio...

Ficando caído no chão, permaneço de bruços,
tentando acalmar, essa crise de soluços,
mas não encontro , chorando uma solução...

Ai! Quem me dera ter alguma fantasia,
buscar o consolo nas rimas de uma poesia,
ajuda me leitor, segurando a minha mão...

Não pedirei a algum deus, que me acuda,
não tenho nenhuma esperança de ajuda,
o sol, e também a lua, já me disseram não...

Disse me assim uma estrela-Poeta, não desiste
procure arrumar forças, para ver se resiste,
caminhar sozinho, pelos caminhos da solidão...